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CURIOSIDADES
  • ASPECTOS NUTRICIONAIS

    INFORMAÇÕES NUTRICIONAIS
    FEIJÃO CRU - PORÇÃO DE 60g (½ xícara de chá)
    QUANTIDADE POR PORÇÃO
        %VD(*)
    Valor Energético
    200Kcal = 840kJ 10%
    Carboidratos 32 g 11%
    Proteínas 14 g 19%
    Gorduras Totais 0 g 0%
    Gorduras Saturadas 0 g 0%
    Gorduras Trans 0 g **
    Fibra Alimentar 16 g 64%
    Cálcio 62 mg 6%
    Ferro 4 mg 29%
    Sódio 0 mg 0%
    * Valores diários com base em uma dieta de 2.000 kcal ou 8.400kJ. Seus valores podem ser maiores ou menores dependendo de suas necessidades energéticas.
    ** Valores diários não estabelecidos.
    NÃO CONTÉM GLÚTEN

  • DICAS DO FOGÃO PARA A MESA

    • O feijão cozinhará em menos tempo e você economizará gás, se "deixá-lo de molho" de um dia para outro.

    • Se o feijão ficar muito salgado, insira algumas folhas de couve: elas absorverão o excesso de sal.

    • Se o feijão queimar, transfira para outra panela a parte que não está queimada. Aí é só juntar uma cebola inteira, com casca e lavada. Leve de novo ao fogo. O feijão perderá o gosto de queimado.

    • O feijão só deve ser temperado com sal quando estiver concluído seu cozimento.

    Experimente esta receita para preparar o seu Feijão Kicaldo
    INGREDIENTES MODO DE PREPARO
    • 3 xícaras (chá) de feijão KICALDO
    • 2 litros de água
    • 3 colheres (sopa) de óleo
    • 1 colher (sopa rasa) de sal
    • 2 dentes de alho
    • 1 cebola grande
    • 3 folhas de louro
    • 1 pitada de pimenta do reino
    • Adicione a água ao feijão KICALDO já lavado deixando-o cozinhar em panela de pressão, juntamente com as folhas de louro por 40 munitos ou até os grãos se tornarem macios;

    • Frite em outra panela funda o alho amassado, a cebola picada e a pimenta do reino, até dourar, junte o feijão em fogo baixo;

    • Se preferir o caldo mais grosso, amasse duas conchas do feijão com um garfo e acrescente ao refogado;

    • Sirva e saboreie o delicioso feijão KICALDO.

  • HISTÓRIA DO FEIJÃO

    Muito já se pesquisou para descobrir a origem dessa extraordinária leguminosa, que apresenta diversas propriedades alimentícias.
    Uma das mais conhecidas versões aponta sua origem para a Mesoamérica, pelos vestígios datados de cerca de 7.000 a.C. Em função desses vestígios encontrados no local onde hoje se situa o México, surgiu a hipótese de que o feijoeiro ali originado teria sido domesticado e disseminado, posteriormente, pela América do Sul.
    Achados arqueológicos mais antigos, de cerca de 10.000 a.C., apontam para a possibilidade de os feijões terem sido domesticados na América do Sul, mais precisamente no sítio de Guitarrero, no Peru, e da América do Sul terem sido transportados para a América do Norte.

    Dados mais recentes sugerem a existência de três centros primários de diversidade genética, tanto para espécies silvestres como para as cultivadas: o mesoamericano, que se estende desde o sudeste dos Estados Unidos até o Panamá, tendo como zonas principais o México e a Guatemala; o sul dos Andes, que abrange desde o norte do Peru até as províncias do noroeste da Argentina; e o norte dos Andes, que abrange desde a Colômbia e a Venezuela até o norte do Peru. Além destes três centros americanos primários, podem ser identificados vários outros centros secundários em algumas regiões da Europa, da Ásia e da África, onde foram introduzidos genótipos americanos.

    O feijão está entre os alimentos mais antigos, remontando aos primeiros registros da história da humanidade. Era cultivado no antigo Egito e na Grécia, sendo, também, cultuado como símbolo da vida. Os antigos romanos usavam extensivamente o feijão nas suas festas gastronômicas, utilizando-o até mesmo como pagamento de apostas. Foram encontradas referências ao feijão na Idade do Bronze, na Suíça, e entre os hebraicos, cerca de 1.000 a.C. As ruínas da antiga Tróia revelam evidências de que feijão era o prato favorito dos robustos guerreiros troianos. A maioria dos historiadores atribui a disseminação dos feijões no mundo em decorrência das guerras, uma vez que esse alimento fazia parte essencial da dieta dos guerreiros em marcha. Os grandes exploradores ajudaram a difundir o uso e o cultivo de feijão para as mais remotas regiões do planeta.

    Para o escritor italiano Umberto Eco, autor do livro "O Nome da Rosa", o mais importante fato do milênio passado foi a introdução do feijão na Europa. Eco explica que, a partir do cultivo dessa espécie rica em proteínas, a dieta da população européia sofreu uma revolução para melhor. Outros vegetais, como a batata e o milho, trazidos pelos espanhóis, não se comparam ao feijão no que diz respeito ao fornecimento de proteínas, que até então eram disponíveis praticamente apenas na carne. A feijoada, prato típico brasileiro, oferece uma boa dose de proteínas ao combinar o feijão com as carnes suína e bovina, e seu valor nutritivo é complementado pelo arroz, geralmente servido como acompanhamento.

  • TIPOS DE FEIJÃO

    O feijão possui diversas variações. A espécie mais conhecida é a Phaseolus vulgaris, popularmente denominada "feijão comum". A difusão e a fecundação cruzada permitiram a criação de centenas de variedades, muitas delas surgindo espontaneamente ou através de uma seleção, como, por exemplo, o Feijão Carioca (criado pelo agrônomo Luiz D`Artagnan de Almeida no Instituto Agronômico de Campinas, em 1969, e semeado hoje em mais de 80% das lavouras do país). Outra curiosidade é que este feijão foi batizado de carioca porque o Sr. Luiz D`Artagnan achava que o desenho das manchas mais escuras nos grãos lembram o desenho da calçada da praia de Copacabana.

    As variedades, relacionadas de acordo com o porte das plantas, distribuem-se em dois grupos: a anã, utilizada em grandes culturas, e a conhecida como "feijão-de- corda", de caule longo, alto e trepador, com maturação parcelada e ciclo vegetativo longo. Essa variedade é cultivada em hortas. Em geral, as vagens são consumidas verdes.

    As variedades anãs são tidas como as melhores. Suas vagens oferecem paladar agradável, casca delicada e cozimento fácil, enquanto as outras vagens são tidas como de qualidade inferior. Destacam-se como variedade anã os seguintes tipos de feijão: carioca ou carioquinha, roxinho, rosinha, branco, preto, jalo e bolinha, entre outros.

    Entre as variedades tidas como inferiores, destacam-se o mulatinho, o chumbinho e o bico-de-ouro, menos exigentes do que as primeiras e mais produtivas. Essas variedades são comumente encontradas em São Paulo e Minas Gerais, além de serem cultivadas também em Pernambuco, Paraíba, Ceará e Bahia.

    O feijão é essencial à alimentação da grande maioria dos brasileiros, podendo ser considerado um prato obrigatório e muito apreciado. No começo do século XX, a produção brasileira não bastava ao consumo, e o país chegou a importar os grãos do Chile e de Portugal. Em todos os continentes, o cultivo médio do feijão chega a um total de 19.300.000 ha, com um rendimento de 470 kg por hectare, aproximadamente. Cabe aos Estados Unidos o título de maior produtor mundial, apesar de os países do Oriente Médio ganharem em número por área cultivada.

    • Dados obtidos por pesquisas realizadas na década de 90

  • SISTEMAS DE PRODUÇÃO

    Por constituir o feijão um dos alimentos básicos da população brasileira, ser um dos principais produtos fornecedores de proteína na alimentação, hoje o Brasil é o segundo produtor mundial de feijões do gênero Phaseolus e o primeiro na espécie Phaseolus vulgaris. O consumo atual de feijão no país é de cerca de 16 quilos por habitante ao ano.
    Esse consumo está ligado diretamente à preferência do brasileiro por determinada espécie de feijão, que varia de região para região. Uma pesquisa da "Embrapa Arroz e Feijão" constatou que a população dá preferência para o grão em função da cor, do tipo e da qualidade culinária. Também segundo a "Embrapa Arroz e Feijão", na safra de 1998/99, a produção brasileira de feijão foi de 2,5 milhões de toneladas, das quais 80% eram de cores e 20% do tipo preto. Apesar de fatores climáticos interferirem na produção, ela tem sido suficiente para suprir o mercado interno, dependendo apenas de importações de feijão preto, que gira em torno de 160 mil toneladas por ano.

    Segundo as informações da "Embrapa Arroz e Feijão", considerando a diversidade fisiográfica do país e a adaptação do feijoeiro a diversas condições de clima e solo, é possível explorar a cultura em três épocas diferentes, do mesmo ano:

    • A safra "das águas", com plantio feito de agosto a novembro, com predominância na Região Sul;
    • Plantio "da seca", realizado de janeiro a março, abrangendo a maioria dos estados produtores;
    • A safra "de inverno", realizada de abril a julho nas Regiões Centro-Oeste e Sudeste.

    Ainda segundo a "Embrapa Arroz e Feijão", as duas primeiras safras são responsáveis por 90% da produção nacional, que provém de 2,9 milhões de hectares de lavouras de pequenos e médios produtores, que utilizam, na sua maioria, mão-de-obra familiar com baixo nível tecnológico, o que reflete como conseqüência uma produtividade média de 776 kg/ha, considerada baixa. A safra de inverno, de aproximadamente 156.000 hectares, garante os 10% restantes da produção e tem como origem lavouras com alto nível tecnológico, onde a irrigação é essencial para alcançar produtividades médias de 1.584 kg/ha, sendo possível, em lavouras administradas na forma de empresas agrícolas, alcançar rendimentos acima de 3.000 kg/ha. Desta maneira ficam bem caracterizadas três safras de produção de feijão, cujos ciclos de desenvolvimento devem coincidir com o maior número de fatores de ambiente que propiciem o máximo rendimento.

  • O PRATO PREFERIDO DO BRASILEIRO TEM VALOR NUTRICIONAL E VITAMINAS

    Feijão com arroz pode ser considerado um casamento perfeito. Presente na mesa do brasileiro praticamente todos os dias, é considerado o prato mais típico do Brasil e deve sua origem à diversidade de raças responsáveis pela formação do nosso país. Os negros já apreciavam o feijão indígena e passaram a plantá-lo e a comê-lo com farinha, base da alimentação brasileira até o século XVIII. Posteriormente foi complementado com arroz branco, por influência portuguesa, principalmente com Dom João VI.

    O nosso organismo precisa ingerir aminoácidos que não produz, como a lisina, a metionina e a cistina. A proteína do feijão é rica em lisina, pouco presente no arroz; por sua vez, o feijão é deficiente em aminoácidos sulfurados, como a metionina e a cistina, que têm excelente fonte no arroz. Além disso, a mistura "feijão com arroz" é rica em carboidratos, o componente energético de nossa alimentação.

    Os valores protéicos do arroz com feijão se aproximam muito dos de origem animal, na quantidade que são fornecidos; mas a carne e derivados ganham, pois são ricos fornecedores também de gordura e podem aumentar o nível do mau colesterol, um causador grave de doenças cardíacas.

    O feijão faz parte dos alimentos construtores, contendo proteínas, sais minerais e vitamina do complexo B. Entre os minerais encontrados no feijão, o ferro é o de maior importância, já que apresenta um elemento primordial para a formação sanguínea.

    Cada 250g de feijão cozido é capaz de fornecer, a uma pessoa normal, metade do ferro que o organismo necessita receber em um dia, suprindo 20% das bases protéicas. Sua casca é rica em celulose, substância indispensável ao bom funcionamento do trato gastrointestinal.

    As proteínas do arroz e do feijão podem ser consideradas de boa qualidade, apesar de serem de baixo valor biológico, não possuindo todos os aminoácidos essenciais.

    As proteínas encontradas neste grupo de alimentos são classificadas como proteínas parcialmente completas.

    Misturas como arroz e feijão são capazes de se complementar, pois os aminoácidos essenciais ausentes em um alimento estão presentes no outro. A proteína resultante, porém, nunca será de alto valor biológico, pois são duas proteínas de origem vegetal que se uniram.

    Deve-se levar em conta ainda que a alimentação de origem animal é cara em relação à de origem vegetal, pois se requer mais tempo e dinheiro, se levarmos em conta o nascimento, o crescimento e o desenvolvimento do animal até que ele possa ser abatido para se transformar em alimento.

    Em um país como o Brasil, onde a população em sua maioria é de baixa renda, o ideal seria apoiar a base alimentar em feijão e arroz, obtendo assim uma boa qualidade protéica a baixo custo.

  • FEIJÃO PRETO x ESTRESSE

    Alimentar-se corretamente ainda é a melhor maneira de suprir as necessidades do organismo, apesar dos muitos complementos alimentares que estão presentes nas farmácias. O feijão preto é considerado um grande aliado no combate ao estresse por ser rico em vitaminas do complexo B, ferro, vitamina C, sódio, zinco, potássio, magnésio e cálcio, e um excelente "remédio" contra o desânimo, garantem os nutricionistas.

  • FEIJÃO NÃO ENGORDA E É NUTRITIVO

    Há quem recuse o feijão alegando que ele engorda e que, ainda por cima, deixa a barriga inchada, porque provoca gases. Na verdade, uma concha generosa de feijão tem 95 calorias. Isso é menos do que tem um pão francês, por exemplo; e, ao contrário do que dizem, quem sempre come feijão sofre menos de flatulências.

  • PRODUÇÃO DE PROTEÍNA

    Um hectare de feijão produz 123 quilos de proteína, comparados a 3,4 quilos de proteína do gado.

  • PRATO ESPECIAL: FEIJOADA

    A feijoada é o prato típico brasileiro por excelência. Nos primeiros tempos da escravatura no Brasil, quando se faziam as matanças de suínos e bovinos, era costume separar todas as partes dos animais menos dignas para o consumo dos escravos das fazendas.

    Essas partes – orelha, pés, rabo, focinho, couro – eram salgadas e posteriormente misturadas com feijão preto e condimentos trazidos da África, dando origem ao prato feito pelas "Mães Pretas", escravas responsáveis pela alimentação dos escravos.

    Com o tempo foram-se acrescentando outros tipos de carnes e, por ironia, 350 anos depois, a feijoada é uma das iguarias mais apreciadas no Brasil e no mundo, inclusive pelas classes mais privilegiadas.

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